Conscientização: a doença cardiovascular na mulher

A mulher, à medida que foi assumindo responsabilidades e profissões que até meados do século XX eram massivamente masculinas, começou a ter um índice significativo de doenças cardiovasculares. Mesmo sendo protegida pelo hormônio feminino estrogênio, passou a apresentar infarto antes da menopausa. Tudo isso é fruto de uma mudança de vida.


O estresse passou a fazer parte da vida das mulheres de uma forma mais intensa. Com a

liberação de catecolaminas constantemente, sua saúde ficou mais vulnerável, seus órgãos de choque - devido ao estresse - começaram a apresentar sintomas. Pressão

arterial alta, arritmia, angina são alguns, além do adoecimento de outros órgãos de choque que levam à gastrite, úlcera de estômago, retocolite ulcerativa e depressão.


Mas, com as mudanças ocorridas na sociedade, não havia como a mulher continuar fora do mercado de trabalho. Ela precisa se fortalecer cada vez mais para enfrentar a vida como se apresenta, sendo assertiva, fazendo-se respeitar por sua produção e capacidade. Digo isto, por saber que há ainda muito preconceito e desrespeito para com a mulher em seu ambiente de trabalho, levando-a muitas vezes a desenvolver quadros depressivos ou síndrome de burnout, que incidem em seu sistema imunológico abrindo espaço para doenças oportunistas.


É importante que a mulher conheça os sintomas de infarto que pode apresentar, pois diferem, muitas vezes, dos sintomas apresentados pelos homens. São estes: dor ou desconforto na região peitoral em forma de aperto, podendo irradiar para o braço esquerdo, as costas e rosto; suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio. Pode apresentar também dor abdominal semelhante à gastrite, enjôo, mal estar e cansaço excessivo.


Muitas vezes estes sintomas são confundidos com dores na coluna e indigestão. De acordo com o HCor, as artérias femininas são 15% mais estreitas que as masculinas e o coração bate até 10% mais rápido do que nos homens, gerando maior deterioração. Com estas diferenças anatômicas e funcionais, estão mais sujeitas a anginas e arritmias, pois nós, mulheres, fazemos vasoconstrição nas situações de estresse, tendo menos recurso arterial, e apresentando isquemia com mais facilidade.


Aconselhamos que as mulheres procurem sistematicamente o médico cardiologista nos menores sintomas, usem os medicamentos indicados, faça exercícios físicos e evite o sedentarismo, fumar e ingerir bebida alcoólica em exagero. Também é fundamental fazer relaxamento, meditação e psicoterapia. A alimentação deve ser saudável, com frutas, legumes, peixes e carnes magras.


A psicoterapia mostra-se muito importante para se conhecer melhor, tornar-se mais flexível, com capacidade de adaptação às mudanças que a vida impõe. Ajuda a mulher a ser assertiva, a se comunicar melhor e a lidar com suas emoções, conscientizando-se que estamos todos na mesma teia da vida e precisamos uns dos outros. Apesar disso, é necessário aprender a separar o joio do trigo para preservar a saúde mental, evitando relacionamentos tóxicos.


Profª. Dra. Denise Hernandes Tinoco

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