A Psicologia fala sobre o coração?

O coração é o grande símbolo do amor! Embora nosso corpo todo responda ao amor, ao ódio, ao ciúme, à inveja, às emoções, o coração por excelência está nos desenhos, pinturas, esculturas, poemas como um grande símbolo que representa a emoção mais importante que sentimos: o amor.

Livros importantes da medicina e psicologia têm títulos que mostram esta ligação: “Quem ama não adoece”, “Coração é emoção”, “A Psique do coração” e outros mais.

Segundo a medicina chinesa, o coração é o receptor da alegria, emoção que faz bem a ele, mas quando a pessoa não sabe lidar com esta emoção, ela se torna alexitímica (faltam palavras para expressar as emoções), ela tem um comportamento compulsivo por trabalho, apresentando no final de semana ou férias, crise de abstinência. É altamente competitiva. Quando fala, seu tom é impositivo e prepotente, não sabe lidar com críticas, é perfeccionista, seu pensamento é operatório. Como está sempre em posição de ataque e defesa, libera muita noradrenalina e este hormônio faz aumentar o colesterol ruim. Tudo isto foi pesquisado e nomeado nos anos 80, recebendo o nome de Personalidade tipo A.

Estas pessoas reagem assim à vida por defesa, pois desde pequenos foram muito exigidos e passaram a exigir demais de si mesmo e dos que convivem com ela.

A função psíquica que predomina nestes tipos de personalidade é o Pensamento. Quando estão tranquilos, pensam com facilidade, geralmente produzindo muitos projetos e executando, mas como o Sentimento é função inferior, não sabem lidar com sentimentos, se tornando muitas vezes explosivos ou reprimindo tudo dentro de si.

Em consequência disso, expressam seus afetos por meio de presentes e dinheiro. Suas famílias sofrem, pois não se sentem amadas. São geralmente ausentes, pois o trabalho os absorve sobremaneira.

Pessoas com este perfil precisam de Psicoterapia para poderem se permitir sentir alegria, desacelerar, desenvolver sua função inferior: o sentimento. Caso o contrário, acabam tendo enfarte. O coração explode. Precisam tratar daquilo que foi registrado em seu cérebro como único caminho para ser aceito a amado, abrindo novas conexões mentais e formando novas redes neuronais.

Depois de algumas décadas, a Personalidade A sofreu uma divisão, surgindo a Personalidade tipo D.

Enquanto as pessoas de Personalidade tipo A se tornam grandes executivos e são viciados em Adrenalina, vivendo o Eustresse, os de Personalidade tipo D são geralmente trabalhadores, empregados, que sofrem pressão do chefe, engolem muito sapo, não são valorizados pelo que fazem, muitas vezes chegando ao Burnoult. Estas pessoas vivem o Distresse. Este tipo de estresse, quando vivido durante pelo menos dois anos, favorece a pressão alta e pode desembocar num Acidente Vascular Cerebral.

Pensando no trabalhador, além de Psicoterapia, os Psicólogos devem desenvolver nas empresas projetos que visem a saúde e a qualidade de vida destas pessoas.

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