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Como as emoções interferem nas doenças cardiovasculares?

Este é um tema que tem sido estudado desde os anos 70 do séc. XX por meio de pesquisas. Rosenman e Friedman (1974) denominaram de Personalidade tipo “A” as pessoas que apresentam as características comportamentais citadas abaixo:

  1. Comportamento orientado para um alto conseguimento, com muita determinação.

  2. Envolvimento excessivo com o trabalho.

  3. Sentimentos exagerados de urgência de tempo.

  4. Agressividade.

  5. Competitividade.

  6. Impaciência.

  7. Vigorosa atividade linguística e motora.

Outras pesquisas feitas usando testes de personalidade nas décadas subsequentes por Costa et al ( 1987), Siegman et al (1987), Heckeret et al ( 1988) e Dembroski et al (1985) apresentaram os seguintes resultados sobre o fator psicológico de risco em doenças cardíacas coronarianas: Traço de hostilidade antagônica, estilo de interação interpessoal desagradável e ou não cooperativo, com expressões de arrogância, argumentação, rispidez e mau humor.

Estas pessoas têm mais dificuldade de se recuperarem do estresse, com tendência para considerável aumento de pressão arterial.

Suarez e Willians (1990) mostraram que pessoas muito hostis têm tendência a maior pressão sistólica durante cenas de conflito emocional, por reagirem rapidamente com irritação e raiva.

Na década de 90, foram desenvolvidas várias pesquisas que mostram vínculo significativo entre frequência de raiva e doenças cardíacas coronarianas. Indivíduos hostis, envolvidos em conflitos interpessoais constantes, correm mais riscos do que os que vivem em ambientes menos desafiadores.

Uma pesquisa prospectiva realizada em Harvard com 126 alunos universitários mostrou que o aumento de suscetibilidade à doença cardíaca coronariana foi a de “alta ansiedade”, decorrente de impulsos hostis projetados sobre o outro.

Pesquisas atuais relacionam a liberação de excesso de noradrenalina (hormônio ligado a defesa e hostilidade) ao aumento de colesterol no sangue.

Todos estes resultados mostram que a emoção raiva e ansiedade estão diretamente ligadas à transtornos cardiovasculares.

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1 Comment


Paloma Fonseca
Paloma Fonseca
Mar 11, 2023

Tenho certa desconfiança em relação a esse tipo de pesquisa, que relaciona comportamento com doença: será que não é enviesada? Aspectos hereditários e hábitos de alimentação, exercícios físicos, tabagismo e alcoolismo estão mais vinculados a essas doenças, não?

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