Como cuidar do nosso emocional durante a pandemia

Atualizado: Jun 8

O ser humano é composto de mente e corpo. A mente engloba nossos pensamentos, emoções e sentimentos, que estão sempre em conexão com o corpo. Estão interligados compondo o homem integral. Mas num período tão complexo e difícil como na pandemia, seria possível cuidar do nosso emocional?


Devemos sempre cuidar da nossa mente, assim como cuidamos do corpo. Sendo esta abstrata, muitas vezes as pessoas ficam confusas em como cuidar.


A psicoterapia é sempre indicada, pois não é só para quem tem transtornos e sim porque também promove autoconhecimento, autonomia, independência e melhor qualidade de vida. Além dela, recomendamos não se isolar, conviver com sua família com todos os cuidados que se deve ter em tempos de pandemia, ou seja, lavar sempre as mãos, usar máscaras, evitar beijos e abraços.


Esta convivência é muito importante, pois as pessoas se sentem acolhidas. Devemos evitar sentimentos de desamparo.


Na medida do possível, a convivência com amigos também deve ser preservada, com todos os cuidados já citados acima. Família e rede de amigos são muito importantes para a saúde mental.


A pessoa deve trabalhar, respeitando as recomendações sanitárias, pois não é possível preservar o emocional sem comida, sem poder pagar suas contas, seu aluguel. Preservar a dignidade é de suma importância. Quando a pessoa entra numa situação de distress (stress ruim, encontrado geralmente no trabalhador), o sistema imunológico se altera, sendo suprimido ou deprimido, podendo ficar confuso também, como acontece nas doenças autoimunes. A pessoa fica mais suscetível a doenças como gripes e resfriados, podendo aumentar a perda de cálcio nos ossos ou outras doenças oportunistas.


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MUITAS ATIVIDADES SÃO POSSÍVEIS DURANTE A PANDEMIA E AJUDAM O EMOCIONAL


Exercícios físicos ao ar livre, tomar sol com moderação e boa alimentação são essenciais para preservar a saúde mental e corporal.


Caso a pessoa goste, outras atividades de lazer também são importantes, como ler bons livros, escutar música, dançar, jogar, assistir filmes, pintar, esculpir, fazer trabalhos manuais. Cada um deve escolher e priorizar o que gosta de fazer.


No consultório, muitas pessoas me procuram sentindo pânico e durante a pandemia essa procura aumentou. O pânico deve ser evitado com técnicas de relaxamento, meditação, com fé em Deus ou em algo maior que a própria pessoa. É necessário acreditar na sua missão, num sentido para a vida.


A humanidade já passou por várias pestes viróticas, bacterianas, em épocas onde a medicina era precária, sem vacinas, antibióticos e nós, que estamos vivendo hoje, somos descendentes dos que sobreviveram a tudo isto. Por isso, somos mais fortes, com mais capacidade de sobrevivência. Precisamos ter calma, sem deixar de estarmos alertas para detectarmos sintomas e procurarmos os tratamentos médicos adequados. E, claro, a vacina é importante, pois nos deixa menos apreensivos.


Existe um ditado popular que diz: “ninguém morre de véspera”. Isso é verdade. Devemos viver a vida com intensidade, nos voltarmos para trabalhos solidários, estarmos com quem amamos.


É importante lembrar que pesquisas mostram que trabalho solidário promove a liberação de hormônios ligados ao amor e bem-estar. Estes fazem muito bem ao corpo e à mente.


Outra questão importante, estando em pandemia ou não, é fazermos o luto das pessoas que perdemos. Muitas vezes não podemos viver o ritual do velório, tão importante no processo do luto, onde podemos despedir do corpo da pessoa, vê-la de um jeito diferente, fechar o ciclo daquela existência.


Então a recomendação é que não se evite os sentimentos que emergem. Chore, se entristeça, desabafe. Só assim conseguirá virar a página e continuar sua vida, pois isso é necessário.


Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Envie sua pergunta para rebricpelavida@gmail.com


Dra. Denise Hernandes Tinoco

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