Obesidade e doenças cardiovasculares: entenda a relação entre elas

A obesidade e as doenças cardiovasculares estão intimamente ligadas. O excesso de peso está associado a uma maior incidência de desenvolvimento de fatores de risco relacionados a enfermidades do coração.


De acordo com dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 60% de prevalência do problema nos últimos dez anos no Brasil.


O sobrepeso na população também subiu de 42,6% para 53,8% no período. Ou seja, a maioria dos brasileiros está acima do peso ideal.


A obesidade é definida como o acúmulo excessivo de gordura corporal e deriva de um desiquilíbrio crônico entre a energia ingerida e a energia gasta.


Normalmente, este desequilíbrio está relacionado com o estilo de vida (dieta e exercício físico), alterações neuroendócrinas, juntamente com um componente hereditário.

A tendência genética constitui um fator determinante de algumas doenças congênitas e um elemento de risco para diversas doenças crônicas como diabetes, osteoporose, hipertensão, câncer, entre outras.


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A prevenção da obesidade e das doenças cardiovasculares


É possível sim prevenir a obesidade e, consequentemente, as doenças relacionadas ao coração.


Considerando o estilo típico de vida das populações ocidentais, como hábitos alimentares inadequados e baixos níveis de atividade física, existe grande margem de ação e prevenção do excesso de peso.


Isso deve ser feito especialmente por meio de uma abordagem integrada envolvendo crianças, adolescentes e adultos.


Nos últimos anos, houve um aumento significativo da prevalência da obesidade em quase todos os países, não só no Brasil.


O que indica que existe uma predisposição ou susceptibilidade genética para a obesidade, sobre a qual atuam os fatores ambientais ligados com os estilos de vida, em que se incluem principalmente os hábitos alimentares e a atividade física.


Por isso, intervir de maneira preventiva no problema tende a ser mais fácil, menos oneroso e potencialmente mais efetivo, tanto nos aspectos individual, familiar e populacional.


Por outro lado, o tratamento da obesidade deve incluir estratégias de redução gradual de peso, como parte de um programa integral visando a mudanças permanentes no estilo de vida, que resultem em um indivíduo com peso e aspectos físicos, psíquico e social mais saudáveis.


Sendo assim, torna-se essencial a atuação integrada dos profissionais de saúde no combate à obesidade em nosso meio, tanto em ações preventivas quanto curativas. Dessa forma diminuirá o surgimento de doenças cardiovasculares.


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Mirian Lúcia Joo


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