Pesquisas clínicas e a relação com o estresse

Nas reações de estresse nos indivíduos deprimidos, os níveis circulantes dos hormônios corticosteroides são muito altos em comparação com os que têm mecanismos adequados de coping (adaptação).


A porção medular da suprarrenal também participa, com liberação de norepinefrina, em situações de agressão, enquanto que em situações de tensão e ansiedade estão associados o aumento da epinefrina.


Em animais submetidos à situação de estresse há aumento dos hormônios estressores (catecolaminas e corticosteroides), do hormônio estimulador da tireoide e hormônio de crescimento, enquanto se dá um decréscimo relativo dos hormônios sexuais, aparecendo alterações inversas quando o animal se recupera.


Sistema imune


As catecolaminas afetam, por reações fisiológicas amplas, como contração do baço, incidindo imediatamente sobre o coração, artérias, estômago e intestino, e inibem resposta de anticorpos.


Experimentos que condicionam resposta de estresse, diante de determinada substância como sacarina, comprovam os efeitos placebos por sugestão. Schleifer (1983) acompanhou 15 homens que haviam recentemente perdido as esposas por câncer de mama. Este grupo foi avaliado regularmente quanto à capacidade de resposta de seus linfócitos T durante até 14 meses. O autor observou uma resposta diminuída destas células no início do trabalho, com aparente recuperação à medida que o acompanhamento prosseguia.


Linn (1984) estudou parâmetros imunológicos em indivíduos deprimidos e concluiu que a função imune estava reduzida em indivíduos enlutados e com graus importantes de depressão avaliados por uma escala.


Em situações de solidão, foi encontrado entre estudantes de medicina e pacientes ambulatoriais a redução ou supressão das células NK, que protegem o organismo de elementos tumorais.


Estudos mostram que estados de ânimo positivos se associam a um aumento de sobrevida de pacientes portadores de AIDS e padecendo de neoplasia. Pesquisas mostram que inflamações por estreptococos orofaringeanos (faringite, amigdalite) ocorrem com frequência durante crises familiares, incluindo perda de parentes, doenças em membros da família, acidentes, perda de emprego, etc.


Pesquisa feita em 1979 trouxe como resultado que cadetes militares em épocas de grande pressão eram mais propensos a contrair mononucleose infecciosa do que outros cadetes pertencentes ao grupo controle.


Baker e Brewerton (1981) estudaram 22 pacientes portadores de artrite reumatoide por meio de testes e entrevistas. Puderam observar que o início da doença se seguiu a eventos traumáticos na vida destes pacientes.


O sistema imune é o elo que explica as interações entre os fenômenos psíquicos e diversas áreas de patologia humana, como as doenças autoimunes, infecciosas, neoplásicas e alérgicas.



Profª. Dra. Denise Tinoco Ficou com alguma dúvida? Envie sua pergunta para rebricpelavida@gmail.com


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